How to Reinvent a Software Company in the AI Era | Lucas Bacic (CEO, Loja Integrada)

Rafael Crespo
Rafael Crespo
November 24, 2025
How to Reinvent a Software Company in the AI Era | Lucas Bacic (CEO, Loja Integrada)

Disclaimer: The conversation—and the full transcript—are in Portuguese

What happens when you decide to reinvent a platform with over 500,000 merchants using Artificial Intelligence? In this episode, we speak with Lucas Bacic, CEO of Loja Integrada, about the transition from reactive to proactive software.

We discuss the concept of "Software Gardening" (building around corners, rather than bridges) and debate why AI agents should serve as interfaces that gradually reveal complexity. We also cover the new "Guided E-commerce" category—which aims to end entrepreneurial loneliness by establishing AI as an operating partner—and how Loja Integrada cut down on rituals to regain startup speed.

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We discuss:

01:56 — Lucas Bacic's journey: From Front-end to CEO
05:07 — The CEO Workflow with AI: Managing context via Notion and Slack
09:40 — The future of work & abstracting complexity (B2B SaaS)
15:35 — AI Agents as Interface and software navigation
19:05 — The fundamental distinction: From Prompt to Loop (Game Engines)
23:13 — Management in the AI era: Smaller squads and risk reduction
27:45 — Launch discipline (Launch Windows)
33:45 — Category Design: Guided E-commerce & the end of the "lonely entrepreneur"
37:45 — Daily tools: ChatGPT, Rewind, and tl;dv

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Where to find Lucas:

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/baciclucas/
Substack: https://substack.com/@baciclucas/
X: https://x.com/baciclucas/


Transcript (PT-BR):

[Guilherme Rodrigues]

Fala, galera, tudo bem? Bem-vindos a mais um deco.cast. Eu sou o Guilherme Rodrigues.

[Rafael "Baby" Crespo]

Sou o Rafael, o Baby.

[Guilherme Rodrigues]

E hoje a gente vai conversar com o Lucas Bacic, o CEO da Loja Integrada, com quem eu tive um grande prazer de trabalhar por bastante tempo na VTEX. O Lucas foi responsável pela logo atual da VTEX, entre muitas outras coisas. E hoje ele é CEO da Loja Integrada, onde ele está fazendo um pivot para AI. A empresa está se reinventando com AI. Então a gente quer muito saber dessa jornada. Muito obrigado por estar aqui, Lucas.

[Rafael "Baby" Crespo]

E é super well-rounded, né, cara? Entende de Product Marketing, de Comunicação, de Design, de Branding. É o cara que você puxa para conversar sobre qualquer assunto e sempre tem alguma coisa que vai te iluminar. Tem uma boa referência, tem um bom livro. É muito bom de trocar.

[Guilherme Rodrigues]

Bons insights!

[Lucas Bacic]

Ótima introdução. Muito obrigado pelo convite. Super animado de participar com vocês. Tem um bocado de coisa se movendo no mundo e gente perdida no como lidar com isso. Espero que eu possa ajudar essa galera.

[Guilherme Rodrigues]

Com certeza. E acho que a gente pode começar pelo começo dando um pouco do seu contexto, Bacic. Você é da época que o modem fazia barulhinho já, né? Ainda, né? Conta só para a galera aqui saber qual foi a sua jornada, o que você começou fazendo e o que você está olhando agora como foco.

[Lucas Bacic]

Muito bom, muito bom. Eu fui aquele jovem que focou seus esforços e desconforto social em ser um nerd do computador, como muitos de nós. Eu comecei a programar muito cedo e com 16 anos eu estava trabalhando em software house como frontend developer. Nem sei se vocês sabem disso, mas eu comecei como front. Mas eu achei o trabalho do meu colega, que era designer, muito mais maneiro que o meu trabalho. E aí eu decidi fazer faculdade de Design e não de Ciência da Computação.

Sou designer de formação e acho que isso moldou muito a forma como eu vejo o mundo. Na minha trajetória, como vocês bem comentaram, eu participei de diferentes momentos, mas sempre vindo de uma inquietude de "eu não queria só fazer o que me diziam para fazer". Eu queria poder influenciar a direção de o que eu estava trabalhando. Seja se eu estava trabalhando com um cliente... Em algum momento eu fundei uma agência e eu atendia N marcas, a VTEX foi um dos meus clientes. Mas durante toda a minha trajetória eu tinha essa inquietude de: cara, eu não quero só parar e executar, eu quero influenciar para onde o negócio vai. Eu quero influenciar qual que é o problema que o usuário está tendo e como que eu ajudo a resolver esse problema. Então eu vim muito dessa inquietude.

A VTEX foi uma grande escola porque na VTEX eu pude resolver N problemas, de participar de um IPO e pensar como que a gente comunica com o investidor, até como que a gente lança produto para desenvolvedores, até N situações. Isso me gerou uma elasticidade muscular gigantesca, até que há dois anos atrás eu vim para a Loja Integrada, que é uma empresa do grupo da VTEX, uma plataforma de e-commerce que ajuda pequenos e médios lojistas a vender online. E aqui a gente está falando de ajudar aquele microempreendedor que está numa confecção no interior, que tem um produto, tem uma oferta, mas não faz a mínima ideia como fazer essa oferta chegar no restante do mundo.

[Guilherme Rodrigues]

A Loja Integrada é a Shopify brasileira, né? Inclusive em proporção, né?

[Lucas Bacic]

Basicamente, basicamente. A gente entrou há 13 anos no mercado com a premissa de que as pessoas não deveriam depender de um desenvolvedor ou de uma equipe técnica para conseguir vender online. Desde o primeiro dia a gente nasceu com planos gratuitos para aquela pessoa que não tem capital conseguir começar a vender online. E dali em diante a gente só foi crescendo. E a transformação que o mundo está vendo agora com o surgimento de agentes de inteligência artificial, para essa audiência, é definitivamente transformador. É uma quebra de barreira de conhecimento, de sistemas que agora podem, de fato, guiar e executar pelo usuário. É transformacional.

[Rafael "Baby" Crespo]

Uma curiosidade que eu tenho, Bacic, é que você sempre foi um cara — eu me recordo assim, trabalhando contigo — de escrever muito bem, de ler muito, pegar muita referência. Como que a AI tem mudado o seu workflow? Que ferramenta que você usa? Como é que você tem trabalhado? Como é que você mudou o seu jeito de liderar pessoas? Como é que você inclui nos seus processos?

[Lucas Bacic]

Muito bom. Cara, acho que como muita gente, o meu processo de adoção de inteligência artificial começou com muita tentativa e erro. Mas o que rapidamente eu fui aprendendo é que se eu consigo guardar uma janela de contexto boa o suficiente durante o meu tempo naquele projeto, a qualidade final é gigantesca.

Então, vamos dizer que eu, como CEO, estou articulando a estratégia de 2026 da empresa. No momento que eu começo a articular essa estratégia, quais foram as entrevistas com usuários que eu rodei que mais informam essa estratégia? Quais foram os documentos antigos de estratégia de produtos que mais informam essa estratégia? Quais são as minhas referências bibliográficas para alguns saltos que eu quero dar? Como que eu guardo tudo isso dentro de um contexto? E eu vou evoluindo esse contexto junto. Isso acontece em projetos de longo prazo de reposicionamento de marca, de construção de uma estratégia de produto. Como que eu guardo esses contextos e vou, sempre que eu preciso gerar alguma coisa nova, eu estou trabalhando dentro desse mesmo contexto. Esse é um pouco da minha evolução. Responde tua pergunta?

[Rafael "Baby" Crespo]

Respondeu, total.

[Guilherme Rodrigues]

Mas pera aí, eu não peguei onde você segura esse contexto.

[Lucas Bacic]

Cara, hoje a gente... Vou falar por mim individualmente e depois eu falo como companhia. Hoje eu ainda sou, dependendo do problema que eu estou resolvendo, eu fico entre ChatGPT e Claude, dependendo do que eu estou trabalhando. Muito pela qualidade do output de cada um dos modelos. E aí eu acabo mudando as ferramentas que eu uso.

Como empresa, a gente começou a gastar uma boa energia para rever onde que vive o database, o source of truth das coisas. Então, o Notion, pela flexibilidade de conectar com os outros pontos, é o nosso lugar de documentação. É onde eu tenho um database só de cases de clientes, um database só de entrevistas de usuários. São databases confiáveis. E aí a gente conecta com outras ferramentas e vai usando aquilo como base.

[Guilherme Rodrigues]

E nesse seu uso pessoal, você já está conseguindo se alavancar desses databases de case, por exemplo, conectando no GPT ou no Claude, para que eles consigam diretamente acessar isso? Como é que você faz isso?

[Lucas Bacic]

Exatamente. Hoje, muito no nível básico de a empresa conseguir acessar aquele conhecimento de uma forma mais simples. Vulgo fazer uma pergunta no Slack e conseguir saber quem está trabalhando com aquela feature, por exemplo. A gente mantém hoje — somos uma empresa de software — todo o planejamento de iniciativas e ciclos, isso tudo vive no Notion. Se alguém da empresa quer saber "quem está trabalhando na integração tal?", é só perguntar no canal do Slack que a gente montou e esse canal vai acessar todo esse knowledge base e vai respondendo as pessoas.

[Guilherme Rodrigues]

Só para a galera que não conhece, a empresa tem quantas pessoas mais ou menos? Só para vocês terem a dimensão.

[Lucas Bacic]

Legal. Hoje a gente está com um time de 110 pessoas, 60 e poucos por cento é R&D. Então é um time bem focado em engenharia, produto, design. Muito trabalho. É um time mais sênior, então a gente roda menos em rituais e dailies e muito em comunicação assíncrona. Muito em cada indivíduo é dono de um problema: como que eu dou todo o contexto para essa pessoa atacar esse problema. E a resposta para eu conseguir dar essa autonomia é que essa informação viva em algum lugar público para que o restante da empresa possa se manter informado, sem depender de tantos rituais e tantos negócios.

[Guilherme Rodrigues]

Não só dar contexto para a pessoa, como dar contexto para um agente resolver um problema também.

[Lucas Bacic]

Definitivamente.

[Rafael "Baby" Crespo]

E você assumiu como CEO no meio dessa loucura toda de software agêntico, no meio dessa transformação. Eu acompanhei o lançamento do Colmeia e a qualidade do que vocês estão fazendo. Bem impressionante, inclusive, como que vocês conseguiram progredir rápido e evoluíram muito em muito pouco tempo. Qual o futuro que está te informando para liderar essas evoluções? Para onde você acha que a gente está indo? Você me deu um prompt que eu quero te oferecer aqui no início do nosso pré-papo, que é: se você fosse começar do zero com uma folha em branco a empresa, como é que você começaria? Quem você contrataria? Como você se prepararia para esse futuro que você está vendo? Várias perguntas numa só, mas para ter tempo para você responder.

[Lucas Bacic]

Muito bom. Cara, para mim, a transformação que a gente está vendo é uma transformação do trabalho. Eu acho que isso para mim é uma âncora gigantesca. O produto que eu estou criando é uma nova interface de trabalho. Não é necessariamente uma nova interface de e-commerce. E-commerce é um trabalho para alguém, né? Então, para um grupo de pessoas, vender online é a principal fonte de renda.

Mas o que a gente está falando aqui é, saindo de um mundo de software, principalmente SaaS, B2B, de alta complexidade, onde por mais que esse software tenha uma alta capacidade... Vamos pensar aqui no meu contexto, a quantidade de cenários de promoções que um usuário consegue criar na minha ferramenta. Qual é toda a barreira que esse usuário precisa passar para conseguir pensar e configurar uma promoção que seja bem segmentada, que mexa num produto que tem, de fato, margem, ou que mova um produto que está parado em estoque? Que tem N decisões e conhecimentos que precisam ser aplicados para esse usuário conseguir acessar o potencial da minha ferramenta, que, virtualmente, 95% não vai acessar. É muita barreira.

Isso limita o volume de pessoas que podem viver na venda online, que é o problema que eu olho, a principal fonte de renda daquela família. Qual que é o futuro que eu estou vendo? Um futuro onde eu, como ferramenta, consigo permitir que um milhão de famílias brasileiras tenham no digital commerce a sua principal fonte de renda. Porque eu vejo na tecnologia um meio para a gente reduzir drasticamente a barreira de entrada, guiar essa pessoa e traduzir o nosso conhecimento em sugestões, em automações que façam essa pessoa, de fato, operar um negócio online num nível de performance que, sem a gente, ela não conseguiria. Esse é o sonho que a gente está buscando.

[Rafael "Baby" Crespo]

Você acha que isso é um problema de conhecimento — mais de conhecimento sobre as ferramentas e education — ou isso é mais um problema de interface, de ter as abstrações certas para incluir esses usuários?

[Lucas Bacic]

Eu diria que ambos. Num nível de interface, a abstração... Se a gente olha para uma API de promoções, o que essa API de promoções permite como interface é absurdo. Tem N situações que essa interface de API pode gerar. Obviamente, só um desenvolvedor vai conseguir interagir com essa interface. Se eu tiver uma interface gráfica em cima, um formulário, num painel, eu limito esse usuário a criar essa promoção seguindo aquele fluxo específico, aquele caminho de barreiras que eu, como designer, falei "esse é o melhor caminho possível".

Tem dois problemas aí. O primeiro problema é que, raramente, um único caminho atende a 100% dos cenários. Sempre vai ter casos de exceção. E aí, quando a gente vê softwares B2B virando um monstro de interface, porque tem N paths secundários... esse é o primeiro problema. O segundo problema é: quanto mais capacidade esse serviço tem, mais complexo esse formulário fica. A complexidade da interface aumenta junto com a complexidade do serviço.

Então, eu, pensando no meu cliente, meu cliente que não tem conhecimento profundo, que normalmente é um empreendedor com, no máximo, uma ou duas pessoas na empresa trabalhando junto com esse empreendedor, esse cara está fazendo N tarefas ao mesmo tempo durante o dia dele. Cara, se eu tornar o meu produto mais poderoso, eu vou gerar um problema para essa pessoa, porque vai virar um produto mais complexo de se utilizar. Esse é o problema de interface.

O segundo problema, naturalmente, é: as pessoas têm o contexto necessário para conseguir pensar qual é a melhor estratégia? Que é menos o "como configurar" e "qual a melhor configuração". E esse é um outro problema definitivamente complexo. Então, respondendo a tua pergunta, é um problema de interface e de conhecimento, ambos.

[Guilherme Rodrigues]

É interessante que esse problema de você criar as limitações adequadas, os constraints adequados, ele é o problema de software. Você poderia argumentar que é o problema do darwinismo, que a gente evolui para ver menos a realidade e ver aquilo que nos deixa sobreviver. Então, um software bom é um software que pega bits e bytes, que fazem qualquer coisa, e cria limites para fazer determinadas coisas úteis. Acho que a gente está vendo uma renegociação de quem mexe em cada limite. Mas, de uma forma geral, continua o mesmo setup.

A gente quer o desenvolvedor sendo responsável por garantir que aquilo que é possível de ser feito faz sentido, é seguro, não dá acesso indevido. Mas, ele antes tinha que, além disso tudo, ir até o final com o designer e o frontend, opinando exatamente como você pode usar essas minhas coisas seguras que eu fiz. E parece que está tendo agora um relaxamento desse layer aqui, em que agora você pode ficar nesses constraints, mas ter uma criatividade maior para usar mais ou menos. A interface overwhelming para eu, que sou papai e mamãe vendendo aqui bolo, eu não quero. A janela de entrega é flexível. Então, é esse limite que você está agora tentando descobrir? Quanto que você dá de liberdade sem deixar confusa? Por aí, Bacic?

[Lucas Bacic]

É por aí. Acho que aqui tem um cenário interessante que, quando a gente pensa em agentes de IA, é como uma interface, não como uma funcionalidade. Acho que essa distinção é bem importante. Agentes de IA são uma interface. Eles estão configurando outras funcionalidades, outras ferramentas. Se você pensa agentes de IA como interface, é uma interface capaz de revelar complexidade gradualmente. E para mim, linguagem natural potencialmente — tem outros cenários, caminhos de resolver isso —, mas o grande benefício da interface agentes de IA, na minha perspectiva como interface, é que ela revela a complexidade gradativamente, de acordo com o contexto e a intenção daquele usuário.

[Guilherme Rodrigues]

E ao mesmo tempo, antes você tinha que ter a interface. Se você não tivesse a interface, você tinha que pagar o pedágio da interface para poder falar com qualquer API. Outro dia eu vi um cara em um evento, um cara mais de negócio, e ele foi lá e fez uma chamada em um agente que chamou uma API. Sei lá, da Salesforce, e ele devolveu um pedido. E ele achou maravilhoso isso. Tipo, olha só, galera, eu posso usar essa API. Ele não podia fazer isso antes. Precisava ser um dev para poder chamar o comando para usar a API.

[Lucas Bacic]

Sem dúvida. Tem uns desafios, eu como designer, que esse novo mundo, para mim, destrava drasticamente. Um deles é navegação de software. Ninguém resolveu direito a barra de navegação de SaaS. A barra de navegação de SaaS é, tipo, completamente cluttered. Você tenta agrupar funcionalidades e subfuncionalidades em páginas dentro de grupos de grupos. De repente, você tem um agente que pode acessar não uma funcionalidade, mas todas as funcionalidades relevantes para aquele fluxo de trabalho daquele usuário.

No meu caso de e-commerce, um usuário meu não cria uma promoção isolada no mundo. Ele cria uma promoção enquanto ele está criando um banner para subir no site, enquanto ele está planejando uma régua de e-mail. E essas ferramentas hoje, elas vivem completamente isoladas entre si. E aí o fluxo de trabalho é completamente fragmentado. Como que eu colapso essa fragmentação? Um princípio de produto que a gente tem conversado na Loja Integrada é: o que é necessário para eu transportar meu usuário para a última ação? E qual que é a última ação? A última ação da promoção não é publicar a promoção. A última ação da promoção é enviar essa promoção para um usuário que tem interesse nessa promoção. Esse é o último exemplo. Como que eu transporto esse usuário para a última ação? Esse é o desafio.

[Rafael "Baby" Crespo]

E como que você tem visto, cara, toda essa conversa sobre agente e-commerce, a SDK que a OpenAI está lançando, e esses novos canais que têm surgido, que mudam a experiência de compra? Porque eu estava vendo a head lá de Growth do Lovable falando que eles encaram o cliente como concorrente também. Porque no fim das contas fica muito fácil você clonar quase qualquer software. Então, onde mora o valor do SaaS nesse mundo? Tipo, que valor você entrega para o seu cliente se ele pode criar um agentezinho que vende online com um Stripe da vida muito rápido? Como é que você tem pensado essa proposta de valor nesse novo contexto?

[Lucas Bacic]

Muito bom, muito bom. Cara, para mim, o que eu estou obcecado agora é com a possibilidade de sermos pró-ativos. Eu não depender de um prompt para iniciar um processo. E aí, isso existe na maneira mais sintetizada possível, é um loop. Quais loops eu preciso rodar na operação de um varejista? O que o varejista tem que fazer todos os dias? Promoções. É todos os dias? Não todos os dias, mas é constantemente.

Qual que é o gatilho para eu criar uma promoção? Putz, um gatilho para eu criar uma promoção é um produto que está parado no estoque há mais de X dias com o volume de tráfego abaixo de tanto e com a taxa de conversão abaixo de tanto. É um gatilho. Esse gatilho dispara algum cenário. É uma janela de contexto específico desse gatilho. Que ações que eu posso sugerir para o meu usuário a partir desse gatilho?

Esse é o mundo que a gente está buscando. É um mundo onde o usuário não me prompta. Eu sugiro proativamente. Ele pode seguir um caminho de exploração que é falar: "beleza, eu não vou aceitar o que você está me sugerindo mas deixa eu, a partir dessa sugestão, fazer mais pedidos, fazer mais perguntas e chegar no que eu quero". Ou ele pode simplesmente aceitar e falar: "beleza, vamos rodar essa promoção de queima de estoque aprovado, vai pra rua". Esse é o mundo que a gente está vendo como potencial diferencial, que é o mundo onde a gente injeta o nosso contexto, o nosso conhecimento. Que não é um conhecimento genérico. É um conhecimento de quem está trabalhando com e-commerce há 15 anos.

[Guilherme Rodrigues]

Bacic, essa coisa do loop é genial. Porque, primeiro, o loop já estava lá. Você está aqui trazendo a distinção... Eu me sinto um jornalista dando um scoop aqui para a indústria. Essa distinção aqui é boa, de primeira mão. O loop já estava lá. A pessoa já faz o loop dela. Só que o software estava que nem um peixe dentro d'água. Estava dentro do loop sendo a ferramenta. Agora você está propondo: espera aí, o software pode gerenciar o loop. E não ser apenas uma parte que por acaso alguém usa durante o seu dia de trabalho.

E a segunda coisa é sobre isso que o outro dia eu estava pensando exatamente, que a galera que faz jogos, Game Engine. A galera que faz jogos, Call of Duty, esses jogos pesados. Eles têm um tipo de programação muito diferente dos nossos sisteminhas de database e tal. Que a peça principal é exatamente um loop. É o world loop. O sistema fica rodando e vendo assim: nesse microssegundo esse ator fez isso, esse ator atirou, esse ator não. E aí ele concilia tudo que tem que ser conciliado e roda isso. E por que eles chegaram nesse modelo há tanto tempo? Porque eles são obrigados a simular um loop do mundo. A gente está agora no mundo empresarial chegando onde os game developers estão há muito tempo.

[Lucas Bacic]

Esse conceito de loop, eu super recomendo o livro do John Maeda, do How Machines Speak. É um livro antigo, acho que é começo dos anos 2000. É um livro bem antigo. Que ele traz esses conceitos fundamentais. Uma das distinções que ele traz é: no mundo orgânico humano, loop não existe. Loop é uma coisa que só existe no mundo das máquinas. E é um poder transformacional de produtividade. Porque um humano nunca vai conseguir rodar algo em loop. Isso é uma distinção de 2003 que ele carrega. E que fica na minha cabeça até hoje.

[Rafael "Baby" Crespo]

Demais. Tá vendo? Sabia que você ia me mandar um livro novo pra eu ler. O último foi o Category Pirates que eu fiquei obcecado depois de ter lido. Eu ia te perguntar sobre pessoas aí dentro. Tipo, como que você tem... Cara, como é que você tem pensado o hiring e promoção de pessoas? Que pessoas você tem incentivado? Quem você tem desincentivado? Como é que mudou o jeito que você monta time nesse novo paradigma?

[Lucas Bacic]

Muito bom. Cara, tem uma quebra fundamental agora, falando como gestor de pessoas e de uma empresa. Tem uma quebra fundamental para a gente, desenvolvimento de software, que é: o custo de desenvolvimento agora é fundamentalmente menor do que ele era no passado. Então, até um ano e meio atrás, o meu risco de desenvolver alguma coisa que não daria certo era muito alto. Então, todo o meu processo de alinhamento, de qual que é a minha estratégia de dois, três, quatro anos, como que desço essa estratégia pra um roadmap de seis meses, desses seis meses eu quero quebrar um sprint... Porque eu estou reduzindo o risco, né? Aversão ao risco. Eu não quero gastar dois meses desenvolvendo uma parada que não resolve um problema que é fundamental, que não vai gerar um valor fundamental pro meu cliente e pro meu negócio.

Quando a gente aumenta a eficiência de produção mesmo, o tempo de fazer uma POC que sai de quatro semanas pra dois dias, a noção de risco ela muda fundamentalmente. Fundamentalmente. Isso pode potencialmente mudar como a empresa roda de cabo a rabo. Primeira coisa, se a gente precisa de menos alinhamento, o meu papel agora é menos ter coordenadores que estão alinhando e distribuindo entre times, e são pessoas no campo, contribuidores individuais, que estão comprometidos com aquele problema, resolvendo aquele problema live. Então, eu saio de um mundo de distribuir desafios por squads, pra distribuir desafios para donos.

Cara, eu tenho esse problema, a gente tá vendo essa janela de oportunidade aqui, se eu resolver essa parada pra esse cliente, vai gerar muito valor. Quem que é a pessoa com mais contexto pra resolver esse problema? Fulaninho já pegou um problema parecido no passado, fulaninho tem um conhecimento bom dessa tecnologia. Fulaninho, esse problema é seu. E esse fulaninho vai ter um ciclo pra atacar esse problema. Esse ciclo não é mais um ciclo de três meses, esse ciclo é um ciclo de quatro semanas, seis semanas. Ele, em seis semanas, conseguiu entender profundamente o problema, achar uma forma escalável de resolver esse problema, botou uma POC de pé? Irado, agora a gente vai fazer 100%. A gente vai atacar esse problema 100%, aí bota mais gente, aumenta o esforço. Não resolveu? Qual que é o próximo problema? Beleza, joga fora, tranquilo jogar fora. Zero culpa na cabeça de a gente ter feito uma POC que não funciona. Esse é o jeito que a gente tá operando. Ciclos de aumento curto, as pessoas donas dos problemas, não os squads donos dos problemas, e rodar POC antes de a gente se comprometer com um investimento maior.

[Guilherme Rodrigues]

Você tá descrevendo uma startup, né? Basicamente, basicamente. Você tá dizendo que uma empresa com 110 pessoas consegue ter a velocidade de uma startup de 10 agora?

[Lucas Bacic]

100%, 100%. E me fez reduzir drasticamente os rituais. Cara, o que serve a gente e o que não serve mais. O que não serve mais a gente tira. O que serve é aquilo que gera contexto e informação suficiente pra aquela pessoa atacar aquele problema.

[Guilherme Rodrigues]

É, muito bom. Agora que não custa tanto, né? Você andar, você ver o que tem. Eu sempre falo isso, né? Que software é feito de esquinas. É o software gardening, né? Você não planeja aquela ponte e aí sai até o final, né? Você plana um pouquinho, anda um pouquinho, aí abre uma esquina, aí você aprende alguma coisa. Opa, aí isso muda o plano. É, andar na direção errada, quando demorava dois meses pra dar um passo, é crítico não dar o passo na direção errada, né? Agora você pode andar um monte de passos em várias direções e ver onde é que aparece a esquina boa, né?

[Lucas Bacic]

Isso. Obviamente isso me força a ser muito mais criterioso em qual que é o gol final. Então assim, pra onde a gente quer estar daqui cinco anos, eu preciso ser muito claro e o time tem essa visão de longo prazo clara, mas o como, eu estou muito mais flexível no como. A gente vai descobrir o como enquanto a gente desenvolve. Antes a gente tentava prever o como, fazer um plano de ação nos mínimos detalhes. Agora, cara, eu tenho um endgame. Essa visão, esse é o resultado que a gente quer entregar. O como, vamos descobrindo.

[Guilherme Rodrigues]

E como é que você está fazendo esse "como" ficar presente para as pessoas? Porque você falou que você diminuiu os rituais. Portanto, você diminuiu um pouco a taxa de empurrar contexto. E aí, o que está dando contexto que faz com que esses experimentos estejam todos convergindo para chegar em um objetivo só e não todo mundo explorando um monte de ideia maluca?

[Lucas Bacic]

Milestones de lançamento. Janeiro é a nossa janela de lançamento. Essa é a história que a gente quer contar. Esse é o valor que a gente quer gerar. Essa é a missão da empresa. A missão de um time? Cara, a missão da empresa. Estamos, nesse momento, na "Missão Verão". A empresa está na Missão Verão. Todo mundo precisa ficar magrinho para o verão. Porque a gente tem uma janela de lançamento em janeiro. Missão Verão é a missão da empresa. E o milestone alinha as coisas. O milestone força a gente a tomar decisões difíceis. Dá ou não dá para janeiro? Desprioriza isso, vamos tentar rodar aquilo. E aí a conversa flui bem melhor. Acabou esse milestone, vem o próximo. Qual que é o próximo milestone? A gente combina o milestone.

[Rafael "Baby" Crespo]

Essa coisa de janela de lançamento, a gente intuitivamente foi fazendo aqui na Deco por muito tempo. Eu vejo a Resend fazendo Launch Week deles. O Zenon faz super bem isso lá. Inclusive com uma qualidade gráfica super impecável. E eu tenho, assim... foi uma faca de dois gumes para a gente. Porque hoje a gente está completamente viciado em ter uma data de lançamento para a gente poder alinhar os astros. A gente ficou, assim, se não tem uma data de lançamento, o pessoal fica meio perdido, assim. "A próxima data vai ser quando, Baby?" E eu estou até tentando dar uma esvaziada um pouco nisso. Eu peguei daquele Lightning Strike do Category Pirates, que ele fala para você tratar o lançamento de software como um lançamento hollywoodiano. Gasta todos os esforços numa semana só, em vez de pulverizar os esforços de lançamento ao longo do ano. Eu fui religiosamente nessa abordagem e funcionou. Mas, ao mesmo tempo, tem um trade-off ali que eu estou tentando gerenciar. Que é como que a gente consegue ter pace sem ficar abduzido por uma data fictícia também.

[Lucas Bacic]

Super, super. Um dos desafios que eu tive é como que eu... A gente está pivotando um produto no final do dia. Como que eu continuo evoluindo esse produto, que tem uma base de 525 mil lojistas vendendo diariamente, enquanto eu estou criando essa nova distinção? E aí vem esse lugar da disciplina diária. X% dos nossos esforços estão focados nesse milestone, nessa janela de lançamento. Mas eu preciso proteger pelo menos Y% para evolução incremental do core. E aí o incremental do core vai ser desde débito técnico, débito de usabilidade, e fazendo a estrutura melhorando.

A gente criou processos de... Os nossos clientes agora podem votar em features de roadmap. Então eles podem ver o que a gente está priorizando. Eles vão dando thumbs up, thumbs down. E isso vai dando critério para a gente das coisas incrementais, não das coisas grandes. Das coisas incrementais. A gente acompanha contact rate o tempo todo. E aí é o quanto de abertura de chamado que está gerando o produto. Se tem alguma coisa que está gerando muito contact rate, aí volta. E eu preciso proteger esse mínimo de disciplina. Porque isso me dá liberdade para inovar sem estar preso no passado. Se eu me manter disciplinado e manter o que já existe.

[Rafael "Baby" Crespo]

A gente está em período de Black Friday, né? E a gente também tem um pouco desse contexto de ter um software que não é... Não posso chamar de legado porque ele está super ativo e está vendo o que paga as nossas contas e os nossos clientes mais importantes. Mas a gente vê um futuro em que o que a gente está fazendo no Deco SMS, um produto com AI, é a mesma coisa que a gente está fazendo com a Deco CX dentro de um novo contexto de AI. Então a gente está vendo um futuro que o produto é um só. Não tem dois produtos.

Mas até chegar lá, esse caminho é um caminho de ter que lidar com as expectativas do que a gente vendeu para os clientes da nossa base e como eles querem evoluir a uso daquele produto no dia a dia e os pequenos probleminhas e bugs e intermitências que a gente tem no produto. E o Guilherme, inclusive, tem sido o líder desse produto e mantendo as conversas ativas na direção de... Isso, de deixar a base de clientes atual engajada enquanto a gente está construindo um futuro que a gente entende que todo mundo vai embarcar nele. Não é para um novo mercado, para um novo cliente, para um novo problema. A gente está, de fato, fazendo essa ponte do que os clientes têm hoje para o que a gente acha que eles vão querer ter daqui a um ano, daqui a seis meses. Então, cara, é muito difícil manter essa conversa dentro de casa com todo mundo engajado. Parece porque é muito fácil você cair na roubada de que uma coisa é melhor que a outra, é mais interessante que a outra. O shiny object, a novidade. Todo mundo quer trabalhar com AI. Então, a gente manter as duas conversas com a mesma importância é um esforço de disciplina diária, como você falou.

[Guilherme Rodrigues]

Eu acho que a gente teve uma distinção muito produtiva nesse sentido quando a gente transformou as duas conversas numa só. Quer dizer, quando a gente criou para as pessoas a possibilidade de que esse sistema que a gente está construindo ele é composto por tudo o que a gente fez de bom no passado. A gente não perde nada. E a gente não está indo para outro lugar e abandonando o lugar. A gente está evoluindo algo que leva um monte de coisa. E é a mesma coisa, imagino, que o Bacic está lidando.

[Lucas Bacic]

100%. Eu acho que é difícil manter pesos iguais. Dependendo do momento da empresa, você tem que dar mais peso para um ou para outro. Uma BF da vida, eu preciso dar uma segurada, o core tem que estar 100%. Preciso focar no core. Pós-BF, eu jogo o painel um pouco para o outro lado. Raramente vai estar 50-50. A maioria das vezes vai estar 70-30.

[Guilherme Rodrigues]

Exatamente isso. Agora, a gente falou um pouquinho do Category Pirates e eu queria aproveitar para ouvir a sua articulação de categoria, Bacic. A gente aqui está criando também uma categoria, está propondo uma categoria, que é esse Context Management System, um Mesh de MCPs, onde você guarda contextos para suas IAs, onde você organiza o contexto para os agentes. E é você que me ensinou nessa coisa de gerar a categoria. E aí eu queria ouvir de você. Que categoria que você está claiming, que você está inventando, Bacic, com a nova fase da Loja Integrada da Colmeia?

[Lucas Bacic]

Muito bom. Eu vou dar alguns spoilers, possivelmente a linguagem vai evoluir, a gente vai estar se preparando para uma campanha grande em janeiro, o nosso Lightning Strike em janeiro. Mas a forma como a gente está articulando aqui é... A gente está entrando em uma nova era do que a gente está chamando internamente de E-commerce Guiado.

Para o pequeno e médio varejista, vender online é sinônimo de... muito corre, fazer muita coisa, esse cara opera muito, mas esse operar não se traduz em algum resultado. Isso gera uma série de frustrações. A frustração daquele empreendedor que está sendo bombardeado de pessoas vendendo cursos de como fazer mídia paga, de cursos de como bombar no Mercado Livre. Então é uma pessoa que está sendo bombardeada de informação. E que quando resolve executar se sente completamente perdido, porque as ferramentas são manuais, são complexas, são grandes formulários sem nenhuma intenção. Quando eu olho para esse problema, a saída não é agentes de inteligência artificial. O meu usuário não faz a mínima ideia do que é um agente de IA. Não faz a mínima ideia. Qual que é a saída para ele? Entender que ele não precisa empreender sozinho. Essa é a grande distinção. É o fim de ter que empreender sozinho, correndo, correndo e não vendo nenhum resultado. E o nascimento de um novo mundo onde você está empreendendo de maneira amplificada usando inteligência artificial.

[Rafael "Baby" Crespo]

Você está convidando AI para ser seu sócio, basicamente.

[Lucas Bacic]

Deixa o corre para a máquina. Deixa o corre para a máquina. E é a máquina com você. Ela vai te guiar e ela vai exemplificar para você o teu objetivo, a tua missão. O empreender no Brasil significa muita coisa. É saída para muita gente que eventualmente está até desempregada, está buscando novas opções de renda. Então, se a pessoa quer se sentir dona, o que a gente está falando para ela é: você não precisa mais empreender sozinho. E aí o caminho que a gente está trabalhando, toda a distinção que eu trouxe agora é do Loop. Eu não vou ficar passível de você vir me trazer contexto. Eu vou te guiar passo a passo até você chegar lá.

[Rafael "Baby" Crespo]

Interessante que o Mariano tinha aquela articulação na VTEX do "IT Mirror", né? E me parece, analogamente, muito parecido com aquela visão, só que é um "AI Mirror", né? É um colega seu, é um sócio seu, é um partner seu que está duplando contigo. É o tal do copilot contínuo, né?

[Lucas Bacic]

Exatamente. O parênteses aqui, a linguagem é muito importante. Eu tinha sérios preconceitos com o termo copilot. Sérios problemas com o termo copilot. E em pesquisa é um termo bem mais fácil de ser entendido e adotado do que agentes de AI, por exemplo. O usuário entende muito mais. Pode ser feito da Microsoft fazendo um bom trabalho de divulgação das coisas deles, mas também de facilidade de assimilação do termo.

[Rafael "Baby" Crespo]

É, eu acho que a gente usa mais, né? Está mais próximo do que a gente usa no dia-a-dia. Você fala de copiloto no carro o tempo todo, né? Você não usa muito o agente, né? A gente, por acaso, chamou o nosso agente da Deco de DecoPilot, né? Muito bom.

[Guilherme Rodrigues]

Bacic, uma curiosidade trivial que estava aqui. Que modelo de AI que você usa todo dia? Qual o daily driver aí que você está agora mais satisfeito?

[Lucas Bacic]

O... Eu sou o refém do contexto. O ChatGPT. Foi o primeiro, continua sendo o diário porque ele já tem contexto demais. É o melhor ou não é o melhor? Definitivamente, para algumas tarefas, pelo menos, não é o melhor. Mas eu sou o refém do contexto.

[Guilherme Rodrigues]

E alguma outra ferramenta que você não vive sem e que acha que todo fazedor moderno tem que ter?

[Lucas Bacic]

É... Durante... Eu vou dizer, até dois meses atrás, era o Rewind. Porque no meu contexto tem muita informação e eu não dou conta de lembrar tudo. E só de poder voltar e perguntar qual que foi a nossa discussão sobre aquele outro assunto e conseguir me responder, já é muito bom. Mas, ultimamente, eu tenho falado com tanto usuário que entrou muito bem no meu workflow o TLDV. Que é super básico, em termos de inteligência, é super básico. Mas ele tem uma interface que eu sou profundamente apaixonado que é um botão de highlight. Você está no meio da conversa, alguém falou uma coisa importante, você aperta um botão. E aí é o lugar da interface, assim: beleza. Tem N IAs de anotação de reunião, mas o fato desse daí ter um botãozinho de "isso foi importante", já muda completamente o jogo. Porque aí, ele já ganha um contexto de "tá bom, essa informação foi mais relevante do que as outras".

[Guilherme Rodrigues]

Muito legal. Baby, alguma pergunta pra fechar?

[Rafael "Baby" Crespo]

Não, eu estou super animado com esse papo, acho que vai bombar. Sempre um prazer conversar com o Bacic. Sempre uma aula.

[Guilherme Rodrigues]

Bacic, muito obrigado pela sua participação, pela primeira de muitas, vamos continuar. E animado aí pra ver esse efeito verão aí na Loja Integrada, hein?

[Lucas Bacic]

Vai ser maneiro, vai ser muito maneiro. Obrigado, gente.

[Rafael "Baby" Crespo]

Muito bom. Então pessoal, sigam o Bacic nas redes aí, no Instagram, no LinkedIn, em todos os links que ele for mandar pra gente. Acompanhem nosso blog, a gente está lançando um post agora, essa semana, sobre o futuro das organizações com IA. Tá bem legal. E acompanha o nosso YouTube, Spotify, Apple, tudo que vocês encontrarem aí de link. Sign up, sininho, follow, like. Façam o jogo aí pra gente continuar se divertindo. Valeu, obrigado.

[Lucas Bacic]

Valeu, gente.

[Guilherme Rodrigues]

Até lá galera!

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